- 1. Come again! sweet love doth now invite
- Thy graces that refrain
- To do me due delight,
- To see, to hear, to touch, to kiss, to die,
- With thee again in sweetest sympathy.
- 2. Come again! that I may cease to mourn
- Through thy unkind disdain;
- For now left and forlorn
- I sit, I sigh, I weep, I faint, I die
- In deadly pain and endless misery.
- 3. All the day the sun that lends me shine
- By frowns doth cause me pine
- And feeds me with delay;
- Her smiles, my springs that makes my joy to grow,
- Her frowns the winter of my woe.
- 4. All the night my sleeps are full of dreams,
- My eyes are full of streams.
- My heart takes no delight
- To see the fruits and joys that some do find
- And mark the stormes are me assign'd.
- 5. But alas, my faith is ever true,
- Yet will she never rue
- Nor yield me any grace;
- Her Eyes of fire, her heart of flint is made,
- Whom tears nor truth may once invade.
- 6. Gentle Love, draw forth thy wounding dart,
- Thou canst not pierce her heart;
- For I, that do approve
- By sighs and tears more hot than are thy shafts
- Do tempt while she for triumphs laughs.
Vem novamente: doce amor convida agora,
As tuas graças que se abstêm
De me proporcionar devido prazer,
Ver, ouvir, tocar, beijar, morrer
Contigo de novo na mais doce simpatia.
Vem novamente para que eu possa cessar de chorar
Pelo teu insensível desdém,
Por agora deixado e abandonado:
Eu sento-me, eu suspiro, eu choro, eu desfaleço, eu morro
Em dor mortal e infindável miséria.
Todo o dia o Sol que me cede brilho
Através de franzidos me causa angústia,
E alimenta-me com demora:
Os seus sorrisos, as minhas Primaveras que fazem as minhas alegrias crescerem,
Os seus franzidos, os Invernos da minha dor.
Toda a noite, os meus sonos são repletos de sonhos,
Os meus olhos cheios de correntes,
O meu coração não tem prazer
Em ver os frutos e alegrias que alguns encontram
E notar as tempestades que a mim são destinadas.
Meu Deus! A minha fé é sempre verdadeira,
Contudo ela nunca se compadecerá,
Nem me cederá qualquer graça:
Os seus olhos são de fogo, o seu coração de pedra
Que lágrimas nem verdade podem alguma vez invadir.
Suave amor puxa pelo teu feridor dardo,
Tu não podes penetrar no seu coração,
Porque eu isso aprovo,
Por suspiros e lágrimas mais quentes que as tuas flechas,
Persuade enquanto ela ri de triunfo.
John Dowland
Quem quiser ouvi-la, vale a pena!
http://www.youtube.com/watch?v=DCII4R5uRR0
